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Relatório Gartner destaca cuidados para análise de redes sociais em organizações

No relatório “Predicts 2010: Social Software Is an Enterprise Reality” o Gartner Group alerta para um cuidado importante ao se realizar estudos de redes sociais em organizações. A pesquisa do Gartner aponta que quando surveys são usados para coleta de dados os usuários podem ter receio de prover respostas integralmente corretas. Do mesmo modo, ferramentas automatizadas de coleta de dados podem gerar uma reação negativa entre as pessoas, por saberem que softwares estão sendo usados para monitorar o seu comportamento. Essas duas reações podem ser um obstáculo importante para a expansão do uso de ferramentas de análise de redes sociais em organizações.

A recomendação é que ao realizar um estudo de suas redes sociais a organização assegure que tem a confiança e a aceitação plenas de todos que irão participar da análise. Questões de privacidade e confidencialidade devem ser bem resolvidas. E deve haver grande transparência quanto à forma pela qual as informações serão usadas e disseminadas. O correto tratamento dessas questões aumenta significativamente as chances de uma participação honesta e aberta, que efetivamente realize o enorme potencial da análise de redes sociais para revelar padrões de interação e relacionamento entre pessoas e grupos em organizações ou entre elas.

Como redes sociais definem nossa vida


"Connected" consolida as pesquisas de Nicholas Christakis e James Fowlers, realizadas sobre dados do Framingham Heart Study, coletados desde 1948 na comunidade de Framingham em Massachussetts. A análise de redes sociais é usada para ajudar a compreender obesidade, tabagismo, felicidade, dores nas costas, práticas sexuais, crenças e outros fenômenos sociais. A principal conclusão é que todos esses fenômenos são contagiosos em redes sociais. O mapeamento de mais de 50 mil conexões entre mais de 12 mil pessoas mostra que somos todos partes de coletivos que buscam equilíbrio social e são delimitados por certas regras:
1. Nós damos forma à nossa rede.
2. Nossa rede dá forma a nós.
3. Nossos amigos nos afetam.
4. Os amigos dos amigos de nossos amigos nos afetam.
5. A rede tem vida própria.
6. Há seis graus de separação e três graus de influência.