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Visualização da redes complexas


Martin Krzywinski do Centro de Ciências do Genoma em Vancouver desenvolveu e oferece uma nova ferramenta para visualização de redes altamente complexas. A análise de redes sociais apóia-se em algoritmos para descrição e compreensão de papéis e características de grupos. Mas a análise visual é capaz de produzir insights além dos números. A ferramenta desenvolvida por Krzywinski eleva essa possibilidade a um novo patamar. Além de produzir imagens espetaculares!

Redes sociais e design de novos produtos


Wallace HoppBilal GokpinarSeyed Iravani realizaram o primeiro estudo empregando uma base de dados de engenharia para construir uma rede social. O trabalho, intitulado "The Impact of Misalignment of Organization Structure and Product Architecture on Quality in Complex Product Development", tinha como principal objetivo identificar, medir e quantificar as lacunas de comunicação em uma rede de design num grande fabricante de automóveis. Os autores mapearam as redes sociais de design e as sobrepuseram aos subsistemas produzidos por essas redes. Com isso, concluiram que redes responsáveis por subsistemas de complexidade intermediária eram aquelas em que havia maior quantidade de lacunas, o que levava a um número desproporcional de defeitos. A partir das descobertas, foi desenvolvida uma ferramenta para ajudar os engenheiros a identificar com mais rapidez e precisão as pessoas com as quais precisam se comunicar no processo de design. 

Relatório Gartner destaca cuidados para análise de redes sociais em organizações

No relatório “Predicts 2010: Social Software Is an Enterprise Reality” o Gartner Group alerta para um cuidado importante ao se realizar estudos de redes sociais em organizações. A pesquisa do Gartner aponta que quando surveys são usados para coleta de dados os usuários podem ter receio de prover respostas integralmente corretas. Do mesmo modo, ferramentas automatizadas de coleta de dados podem gerar uma reação negativa entre as pessoas, por saberem que softwares estão sendo usados para monitorar o seu comportamento. Essas duas reações podem ser um obstáculo importante para a expansão do uso de ferramentas de análise de redes sociais em organizações.

A recomendação é que ao realizar um estudo de suas redes sociais a organização assegure que tem a confiança e a aceitação plenas de todos que irão participar da análise. Questões de privacidade e confidencialidade devem ser bem resolvidas. E deve haver grande transparência quanto à forma pela qual as informações serão usadas e disseminadas. O correto tratamento dessas questões aumenta significativamente as chances de uma participação honesta e aberta, que efetivamente realize o enorme potencial da análise de redes sociais para revelar padrões de interação e relacionamento entre pessoas e grupos em organizações ou entre elas.

Potencializando o valor das redes informais através da sua formalização

A maior parte das organizações grandes e complexas têm dezenas ou até centenas de redes informais, nas quais a natureza humana, inclusive o auto-interesse, levam pessoas a compartilhar idéias e colaborar. As redes informais são uma fonte poderosa de colaboração horizontal, atravessando barreiras estruturais formais. Mas, sua natureza informal e ad hoc faz com que sua performance dependa de acasos, que não podem ser gerenciados.

Ao formalizar essas redes informais, organizações podem capturar as vantagens das redes informais e oferecer à alta administração mais controle sobre as conexões e o networking na organização. Organizações devem criar infraestruturas para criar e apoiar redes formais. Bem desenhadas e apoiadas, as redes formais eliminam gargalos e reduzem o esforço necessário para conectar-se. Em vez de forçar os empregados a subirem e descerem ao longo da cadeia hierárquica de comando, as redes formais criam caminhos para a troca natural de informações e conhecimento. Membros individuais não precisam depender do acaso para se conectarem. As estruturas de formalização das redes podem mobilizar os empregados para gerarem valor pela propagação do conhecimento e de seus criadores por toda a organização. Em vez de empurrar conhecimentos e competências através de matrizes hierárquicas, as redes formais permitem que os empregados capturem esses recursos na medida que necessitam.

Lowell L. Bryan, Eric Matson e Leigh M. Weiss. “Harnessing the Power of Informal Employee Networks”. The McKinsey Quarterly, Novembro 2007.

Estrutura informal certa para a missão certa

Dizer que as redes são importantes em organizações é afirmar o óbvio. Porém, mobilizar o poder desses grupos invisíveis para atingir objetivos organizacionais é bem mais complicado. A maioria dos esforços para promover a colaboração em organizações são ineficazes, pois apóiam-se na premissa simplista de que mais conectividade é sempre melhor. Na verdade, as redes criam demandas de relacionamento que requerem tempo e energia das pessoas e podem, em casos extremos, até paralisar a organização. Por isso, é essencial que os gestores aprendam a promover a dose saudável de conectividade, que beneficie a organização e os indivíduos.

Existem três tipos de redes sociais nas organizações, cada uma delas apropriada à geração de um tipo específico de valor. A rede de “respostas customizadas” é apropriada para a estruturação de problemas ambíguos, tipicamente envolvidos com inovação. Empresas de consultoria e grupos de desenvolvimento de novos produtos apóiam-se nesse formato. Por sua vez, equipes cirúrgicas e escritórios de advocacia, por exemplo, apóiam-se principalmente em redes de “respostas modulares”, que funcionam melhor quando componentes do problema são conhecidos, mas a seqüência desses componentes não. E redes de “resposta rotineira” são mais apropriadas para organizações como call-centers, onde os problemas e soluções são bem previsíveis, mas ainda assim alguma colaboração é necessária.

Gestores não devem simplesmente esperar que a colaboração ocorra espontaneamente, nas partes certas da organização, no momento certo. Eles precisam desenvolver uma visão estratégica refinada da colaboração e realizar ações específicas para garantir que suas organizações se apóiem nos tipos de redes sociais que melhor se enquadrem à razão de ser e aos objetivos estratégicos de sua organização. A análise de redes sociais é a ferramenta para determinar que tipo de rede irá produzir os melhores resultados para a organização e que investimentos estratégicos irão proporcionar o grau certo de conectividade.

Rob Cross, Jeanne Liedtka, and Leigh Weiss. “A Practical Guide to Social Networks”. Harvard Business Review, Março 2005.