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Redes sociais e design de novos produtos
Crescem aplicações de análise de redes sociais em empresas
A análise de redes sociais está gerando insights poderosos sobre as formas pelas quais as pessoas se relacionam dentro e entre fronteiras organizacionais. As técnicas usadas permitem uma quantificação rigorosa de muitos aspectos de relacionamentos que apenas os gestores mais experientes são capazes de intuir.
A principal concentração de analistas de redes sociais em empresas no Reino Unido está na Universidade de Greenwich. Um dos principais softwares de análises de redes sociais, o UCINET, foi desenvolvido por Martin Everett, em associação com Steve Borgatti do Boston College e Lin Freeman da Universidade da Califórnia - Irvine. Outras aplicações estão sendo desenvolvidas com base nas descobertas sobre sistemas dinâmicos.
As aplicações da análise de redes sociais nas empresas incluem:
- Melhoria dos fluxos de informações e compartilhamento de conhecimentos.
- Aumento da capacidade de inovação.
- Formação de comunidades de práticas.
- Remoção de bloqueios à progressão na carreira.
- Integração cultural em fusões e aquisições.
- Melhoria da governança corporativa.
- Aprimoramento dos relacionamentos inter-organizacionais.
- Otimização de sistemas de valores.
- Mensuração de ativos intangíveis.
Colaboração e criatividade em redes sociais de mundo pequeno
Criatividade é um elemento fundamental na solução de problemas e na inovação. Sabe-se que a criatividade é estimulada quando idéias diferentes são unidas ou quando material criativo de uma área inspira ou demanda novas idéias em outras áreas. Essas pré-condições estruturais sugerem que, ao contrário do que muitos acreditam, a criatividade não é apenas o resultado do trabalho árduo de solitários, mas também conseqüência de um sistema social de agentes que amplificam ou reduzem a criatividade um do outro.
As chamadas “redes de mundo pequeno” são redes sociais com uma estrutura formada por pequenos grupos (clusters) locais, unidos por poucos graus de separação. Esse tipo de estrutura tem sido detectada em uma grande variedade de sistemas organizados, desde redes de transmissão de energia elétrica até colaborações científicas. Sua alta incidência levou à especulação de que talvez exista algo fundamental e generalizável sobre como elas se organizam e influenciam o sucesso de sistemas biológicos, físicos e sociais.
Este trabalho demonstra que existe uma relação direta entre propriedades da rede de mundo pequeno e a criatividade em uma determinada comunidade ou organização. Mais especificamente, ele mostra que há uma relação parabólica entre o grau de conectividade dos clusters que formam a rede e sua capacidade criativa agregada.
Em uma rede esparsa, em que os clusters estão pouco conectados, o material criativo permanece relativamente isolado em grupos praticamente estanques. À medida que ligações entre os clusters se formam, o nível de conectividade e coesão na rede também cresce. Há um aumento nas conexões entre grupos, realizadas por indivíduos confiáveis, que facilitam a disseminação de idéias diferentes, criativas. Além de um determinado nível de conectividade, os efeitos passam a ser decrescentes. Ocorre uma homogeneização do acervo de material criativo e a redundância de conexões diminui a capacidade dos participantes de abandonar idéias ou estilos convencionais que funcionaram no passado mas podem fazer cada vez menos sentido no contexto atual. O sistema torna-se, assim, menos criativo.
Brian Uzzi e Jarrett Spiro. “Collaboration and Creativity: The Small World Problem”. American Journal of Sociology, 111 (2), Setembro, 2005.
As chamadas “redes de mundo pequeno” são redes sociais com uma estrutura formada por pequenos grupos (clusters) locais, unidos por poucos graus de separação. Esse tipo de estrutura tem sido detectada em uma grande variedade de sistemas organizados, desde redes de transmissão de energia elétrica até colaborações científicas. Sua alta incidência levou à especulação de que talvez exista algo fundamental e generalizável sobre como elas se organizam e influenciam o sucesso de sistemas biológicos, físicos e sociais.
Este trabalho demonstra que existe uma relação direta entre propriedades da rede de mundo pequeno e a criatividade em uma determinada comunidade ou organização. Mais especificamente, ele mostra que há uma relação parabólica entre o grau de conectividade dos clusters que formam a rede e sua capacidade criativa agregada.
Em uma rede esparsa, em que os clusters estão pouco conectados, o material criativo permanece relativamente isolado em grupos praticamente estanques. À medida que ligações entre os clusters se formam, o nível de conectividade e coesão na rede também cresce. Há um aumento nas conexões entre grupos, realizadas por indivíduos confiáveis, que facilitam a disseminação de idéias diferentes, criativas. Além de um determinado nível de conectividade, os efeitos passam a ser decrescentes. Ocorre uma homogeneização do acervo de material criativo e a redundância de conexões diminui a capacidade dos participantes de abandonar idéias ou estilos convencionais que funcionaram no passado mas podem fazer cada vez menos sentido no contexto atual. O sistema torna-se, assim, menos criativo.
Brian Uzzi e Jarrett Spiro. “Collaboration and Creativity: The Small World Problem”. American Journal of Sociology, 111 (2), Setembro, 2005.
Redes sociais e gestão de conhecimento
Gestão de conhecimento é um conjunto de disciplinas, tecnologias e práticas enraizadas em uma infraestrutura de informações que dá suporte à criação, compartilhamento e alavancagem de ativos intelectuais tangíveis e intangíveis, visando ao atingimento de objetivos de uma organização. A análise de redes sociais (ARS) é uma dessas práticas, particularmente útil à abordagem de três desafios organizacionais comuns:
(1) Elevar a efetividade de equipes de projetos grandes e dispersas: a ARS provê uma visão dos relacionamentos entre indivíduos alocados a cada projeto, dando as bases para o design apropriado de atividades de team-building.
(2) Elevar o capital social da organização: a ARS permite identificar indivíduos mais identificados com seu trabalho e apóia o design de estratégias de retenção de pessoas detentoras de conhecimentos vitais à organização.
(3) Elevar a inovação, a produtividade e a capacidade de respostas: a ARS reduz o tempo necessário para localizar e acessar os conhecimentos necessários, dispersos entre os vários indivíduos na organização.
A capacidade de compreender os padrões de interação entre as pessoas que compõem uma organização permite a alavancagem de seu capital intelectual ao aprimorar os fluxos de informações e conhecimentos esses indivíduos.
Patti Anklam. “KM and the Social Network”. Inside Knowledge 6 (8), 2003/05/08.
(1) Elevar a efetividade de equipes de projetos grandes e dispersas: a ARS provê uma visão dos relacionamentos entre indivíduos alocados a cada projeto, dando as bases para o design apropriado de atividades de team-building.
(2) Elevar o capital social da organização: a ARS permite identificar indivíduos mais identificados com seu trabalho e apóia o design de estratégias de retenção de pessoas detentoras de conhecimentos vitais à organização.
(3) Elevar a inovação, a produtividade e a capacidade de respostas: a ARS reduz o tempo necessário para localizar e acessar os conhecimentos necessários, dispersos entre os vários indivíduos na organização.
A capacidade de compreender os padrões de interação entre as pessoas que compõem uma organização permite a alavancagem de seu capital intelectual ao aprimorar os fluxos de informações e conhecimentos esses indivíduos.
Patti Anklam. “KM and the Social Network”. Inside Knowledge 6 (8), 2003/05/08.
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